BLOG DO REI PELÉ !!!
BLOG DO REI PELÉ !!!
O FILME DE PELÉ
As lembranças que dele guardo, na mente e no coração, se sucedem como num filme: vejo-o, corpo inclinado pra frente, os pés tocando a bola, céleres, um drible aqui, duas fintas adiante - era um estrépito na direção da área. Havia sempre alguém com quem tabelasse: no começo foi Pagão, depois seria Coutinho e, por fim, Tostão. O melhor da cena é que , à falta de um parceiro, ele chegava, muitas vezes, a usar a perna do beque rival na vertigem de uma triangulação. Houve um gol no Benfica, no Mundial de Clubes, em que, por duas vezes, no mesmo lance, Pelé fez tabelinha com desatentas canelas portuguesas.
Pelé não tinha um pingo de sofreguidão. Era tamanha a superioridade técnica, tão notável a força e mental, que, dentro ou fora da área, atemorizava todo mundo. Daí ter feito todo tipo de gol que alguém possa imaginar. É o que digo, em crônica escrita sobre o gol 1000: "¿O gol de ação, Pelé está cansado de fazer, chutando bolas suadas, bolas amadas, bolas sangrentas, bolas mortas, bolas vívidas, bolas divididas. O gol dos deuses, desses, Pelé certamente perdeu a conta: bola no peito, três dribles verticais, um chute certeiro. O gol dos espertos, Pelé já fez: uma tarde, enlaçou o braço de um beque e saiu a gritar pro juiz: 'Ele está me agarrando!' Pênalti - Pelé cobrou e marcou."
Um dia, Pelé vai deixando a grande área, arrastando uma perna. O beque recebe do goleiro e sai com a bola, despreocupado, sem desconfiar que Pelé não estava machucado coisa nenhuma. Era fingimento. De repente, não mais que de repente, Pelé dá um bote, o beque toma um susto, descontrola-se, perde o domínio da bola - gol de Pelé!
Conheci Pelé, de perto, no mundial de 58, na Suécia. Era um garoto de 17 anos, mas já dava pra perceber que despontava, ali, naquela jovem criatura, uma pessoa especial. Era eu, repórter-fotográfico da revista O Cruzeiro. Quando, depois de um treino, Pelé se viu fotografado por mim, aproximou-se e me fez meia dúzia de perguntas sobre meu ofício: queria comprar uma Leica igual à minha, quis saber como se manejava um fotômetro. Concluí, logo, que aquele menino abrigava uma alma universal.
No trato pessoal, era um guri afável. Sabia conviver; tinha um jeito cordial de pedir um favor. Um dia, propôs uma conversa reservada com o chefe da delegação, o doutor Paulo Machado de Carvalho. Abriu-lhe o coração: dera sorte, estava namorando uma suequinha. Queria uma dispensa para ir ao cinema com ela. O problema era que o cinema só acabava às dez e meia da noite e o toque de recolher obrigava todo mundo a ir pro quarto às dez horas. O chefe pediu um tempo. Foi sondar os mais velhos: chamou Didi, Bellini e Nilton Santos. Contou o papo que tivera com Pelé.
- Que é que vocês acham? - perguntou o chefe, diplomático.
Os três disseram que não viam nada de mais...
- Está bem - concluiu doutor Paulo -, mas tem uma coisa: isso nunca vai valer pra vocês...
No filme que a saudade projeta na minha imaginação aparece, gestos inesquecíveis: a cabeçada que Banks defendeu, no mundial de 70, o corta-luz em Mazurkiewicz, o bate-pronto no mesmo goleiro, o cósmico lençol no checo Viktor, o célebre gol de placa que não vi mas que minha memória recriou e continuará recriando e aperfeiçoando, vida afora, o meio chapéu de dimensões irreais que aplicou num varapau, no jogo contra Galles, na Copa de 58.
A coleção é infinita, como infinita há de ser a gratidão das pessoas como eu que tivemos a ventura de ver tanta coisa sublime que soube criar nun campo de futebol o herói hoje reverenciado no mundo inteiro, pelos 60 anos de vida humana que se confunde com a vida da própria bola de futebol.
É aquilo que escrevi, há mais de 30 anos: "se Pelé não tivesse nascido gente, teria nascido bola..."
Texto escrito por Armando Nogueira extraído do livro A Ginga e o Jogo - Todas as emoções das melhores crônicas de Armando Nogueira, Editora Objetiva.
posted by Fanático Santista 5:22 PM
Atletas do Santos de todas as categorias de base e o sprofissionais foram ao cinema junto com o Rei prestigiar a obra de arte "Pelé Eterno" em 2004.

posted by Fanático Santista 7:31 PM
Cetro que o jogador ganhou da Iugoslávia em 1971 despedida da seleção
posted by Fanático Santista 3:43 PM
Pelé já foi o 13
Pelé se consagrou para o mundo com a camisa 10 em 1958, na Suécia. Mas foi a camisa 13 a primeira que ele vestiu na Seleção Brasileira, em seu jogo de estréia, no dia 7 de julho de 1957, no Maracanã. Pelé, que estava no banco de reservas, entrou no lugar de Del Vecchio e marcou o gol do Brasil na derrota de 2 a 1 para a Argentina.
Treze anos depois, já Rei do Futebol, Pelé voltaria a vestir a camisa 13 do Brasil. No dia 26 de abril de 1970, com Zagallo como treinador, Pelé ficou no banco de reservas em um amistoso contra a Bulgária, que terminou empatado em 0 a 0, na preparação para a Copa do Mundo do México - naquele dia, no Morumbi, o titular da posição, o número 10, foi Tostão.
posted by Fanático Santista 12:28 PM
Na década de 1980, para homenagear o maior jogador de futebol de todos os tempos, Mauricio de Sousa criou Pelezinho, que teve revista própria e fez bastante sucesso na época. Depois, o personagem foi para o "limbo" e já ameaçou retornar várias vezes, todas infrutíferas. Leia como foi a negociação com o Rei segundo o próprio criador da Turma da Mônica:
"Pelé, Pelezinho ou Pelezão"
A idéia já vinha se fortalecendo a cada encontro meu com o Pelé. Que ocorriam, geralmente em aviões ou aeroportos.
Na primeira vez na volta de uma viagem da Itália, falamos da criação de um personagem baseado na sua figura.
Depois continuamos discutindo, aqui e ali, como deveria ser esse personagem: Um super jogador? Um jovenzinho bom de bola? Uma criança que ainda estivesse se preparando para ser o campeão do mundo? Eram dúvidas minhas. Mas não dele.
O Pelé pensava num personagem à sua semelhança naquele momento, quando ele ainda jogava e estava no Cosmos de Nova York.
Eu insistia que um personagem criança atingiria uma faixa de público importante para a perpetuação de sua marca-imagem. Com todas as possibilidades de fabulações e mensagens bem humoradas e positivas que os quadrinhos infantis permitem.
O projeto exigia um "lobby" corpo a corpo. E me despachei para Nova York onde, nos escritórios do Pelé, no Rockfeller Center, continuei minha campanha pelo Pelezinho.
Mas o Pelé não queria aceitar.
Capa da revista número 1
Insistia no Pelezão.
Então resolvi apelar. Lá mesmo, na sala do Pelé, rabisquei diversos "Pelezinhos" nas mais diversas poses. Ficaram muito bonitinhos. Daí sugeri ao Pelé que, como não estávamos nos entendendo, ele tirasse a dúvida mostrando esses desenhos para seus filhos. Kelly já era crescidinha e o Edinho se mostrava um garotinho esperto, atento.
Eu os tinha conhecido pouco antes ao visitar o apartamento onde Pelé morava ainda com Rose.
E sentia que se dependesse das crianças, o Pelezinho ganharia a parada.
E não deu outra.
No dia seguinte, quando cheguei ao escritório do Pelé, ele me esperava meio emburrado e confessou que a criançada tinha votado em peso no personagem que eu desenhara na véspera.
Daí para diante houve uma deliciosa temporada de novas criações e estudos que iam desde longos papos com o Pelé contando coisas da sua infância em Bauru e me ajudando na elaboração dos personagens secundários (todos seus antigos amiguinhos) até memoráveis cartinhas que ele me mandava dos mais diversos pontos do mundo, com lembranças de suas molecagens e sugestões de historinhas. E sem suas reminiscências, como conheceríamos seu amigo de todos os momentos Cana Braba? Ou sua primeira namoradinha, Neuzinha Sakai? Ou o frangueiro Frangão? A Samira, dos quibes? A Bonga namoradeira? Ou seu fiel cãozinho Rex, que ajudava até a cavar o buraco para as traves?
São as lembranças de uma infância mágica, carregada de amor da avó, dos pais e tios, todos fãs do pequeno Edson, antes, mesmo, que ele virasse o Pelé do mundo.
Tudo isso ajudou na elaboração das histórias em quadrinhos do Pelezinho que durante muitos anos foram publicadas em tiras de jornais e páginas de revistas.
Histórias que serviram para entreter e divertir milhares de leitores durante anos e que cumpriram a proposta de homenagear o maior jogador de futebol de todos os tempos. Sem contar com a infinidade de novos amigos-crianças que o Pelezinho granjeou para o Pelezão.
Mauricio de Sousa
posted by Fanático Santista 12:06 AM
O Santos de Pelé e o Botafogo de Garrincha. Jogando juntos na seleção os dois nunca perderam um jogo.
posted by Fanático Santista 11:48 PM
Pelé dando uma de Edinho.
Pelé já jogou no gol três vezes. Uma delas foi no jogo Santos 4 x Grêmio 3 (três gols de Pelé), pela Taça Brasil de 1963, disputado no Pacaembu em 19 de janeiro de 1964. O goleiro Gilmar recebeu o cartão vermelho e Pelé foi para o gol (foto). Dizem que ele pegava muito no gol quando brincava nos treino.
posted by Fanático Santista 5:36 PM
Pelé e Silvester Stalone fizeram um filme juntos.
posted by Fanático Santista 2:28 PM
Pelé no Noroeste
Pelé só não ficou, em definitivo, no Noroeste graças à sensibilidade de Waldemar de Brito, um exímio "olheiro", como se diz na gíria do futebol. Dondinho, no início era contra a transferência do filho para a Vila Belmiro. Acabou cedendo, porém, aos argumentos insistentes de Brito. Apesar da passagem muito rápida, Pelé chegou a fazer sucesso no Noroeste de Bauru. Na esperança que ele permanecesse no clube, a diretoria chegou a lhe oferecer um salário igual ao de Ranulfo que, na época, era a grande estrela da equipe de profissionais. A proposta parecia irrecusável e Pelé esteve a ponto de assinar o contrato. Na noite anterior à assinatura, entretanto, Dondinho recebeu a visita de Waldemar de Brito que, corrigindo o rumo da história, e usando argumentos misteriosos, mas irrecusáveis, o convenceu a levar Pelé para o Santos. (Os dez corações do Rei, José Castello)
Aos 15 anos, ainda com timidez de um menino, Pelé chega à Baixada Santista para jogar no Santos Futebol Clube.
posted by Fanático Santista 12:22 PM